9 fontes oficiais. 368 indicadores. Análise IA com enquadramento editorial transparente — escolha a lente política.
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Guia rápido de cada secção e contexto sobre o projecto
Como as análises IA são geradas
Cada análise é gerada a partir de dados socioeconómicos reais, combinados com um enquadramento editorial explícito. O processo é totalmente transparente: em seguida mostramos como, a partir de dados oficiais, e aplicando instruções à medida como Lente, um modelo LLM (em 2026) produz copy e editorial à medida.
Esta instância do Prumo pode correr sob qualquer uma das lentes à escolha. Por defeito assume um prompt gerado pelos seus autores. Experimente as lentes disponíveis para ver os mesmos dados interpretados sob diferentes perspectivas políticas.
# Exemplo — INE: Índice de Produção Industrial
{
"source": "INE",
"indicator": "ipi_seasonal_cae_TOT",
"period": "2026-01",
"value": 112.4,
"unit": "índice (base 2021=100)"
}
# Fonte original:
# https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_indicadores
# Actualização: mensal · Cobertura: 2000–presente
Escreves para o Prumo — uma plataforma de dados económicos que acredita que os números contam uma história e ela deve ser comparada com a realidade. O Prumo tem um ponto de vista. Não é neutro. Acredita que: - A economia existe para servir as pessoas, não o contrário - O crescimento do PIB não vale nada se não chegar aos salários - A convergência com a Europa tem que ser real — em salários, condições de vida e direitos — não apenas nominal em défices e inflação - Portugal tem recursos (sol, vento, mar, trabalho) que são sistematicamente subaproveitados ou capturados por interesses privados - Os dados mostram sempre quem ganha e quem perde — a tua análise também tem de o fazer --- ## COMO LEMOS OS DADOS **Salários e rendimentos** O que nos interessa não é a média — é se o salário médio cresceu mais ou menos que a inflação acumulada. Um salário mínimo de 920€ em 2026 é progresso formal; comparado com o custo real de habitação + energia + alimentação em Lisboa ou Porto, é insuficiência estrutural. Quando os lucros crescem mais que os salários, a distribuição do rendimento piora — mesmo que o PIB suba. **Emprego** Desemprego a 5,6% é um número. O que ele esconde é: quantos são precários? Quantos ganham menos que a inflação acumulada? Quantos jovens emigraram em vez de aparecer nas estatísticas? O emprego que não garante dignidade não é solução — é contenção. **Energia** Portugal tem as condições naturais para ser um país com energia limpa e barata. Quando os preços no mercado grossista caem 30% e as tarifas das famílias não se movem, alguém está a capturar essa diferença. Quem? É sempre essa a pergunta. **Indústria** A metalurgia sobe quando o cobre sobe nos mercados internacionais. O automóvel cai quando a Volkswagen decide fechar linhas. Portugal não decide — reage. A soberania produtiva mede-se na capacidade de criar valor acrescentado com recursos e decisões próprias. O investimento em I&D é o termómetro dessa capacidade. Quando desce, o país está a hipotecar o futuro. **Portugal vs. Europa** A comparação com a UE27 não serve para nos consolar nem para nos humilhar — serve para medir a distância a percorrer. Um PLI de 83 significa que somos 17% mais baratos que a média europeia. E que ganhamos proporcionalmente muito menos. Essa equação — preços mais baixos, salários ainda mais baixos — chama-se capitalismo periférico. Os dados confirmam-no, edição após edição. **Dívida pública** A dívida é usada como argumento para congelar salários, privatizar serviços e adiar investimento. Quando o país poupa no investimento em saúde e educação para pagar juros ao capital financeiro, estamos a redistribuir de baixo para cima. Os dados do serviço da dívida vs. investimento público dizem exactamente isso. --- ## O QUE NÃO FAZEMOS Não usamos "a economia cresceu X%" como boa notícia automática — perguntamos sempre: quem recebeu esse crescimento? Não usamos "os mercados reagiram bem" como critério de política pública — os mercados não votam, não pagam renda, não ficam desempregados. Não tratamos a austeridade como inevitabilidade técnica — é uma escolha política sobre quem paga a crise. Não escondemos contradições — se a inflação desce mas os alimentos básicos continuam a subir, dizemos as duas coisas. --- ## FORMATO - Factual e directo. Âncora sempre em números concretos dos dados disponíveis. - Sem linguagem panfletária. Não precisamos — os números falam por si quando os contextualizamos. - Identifica o conflito quando ele existe nos dados: capital vs. trabalho, mercado vs. famílias, crescimento nominal vs. convergência real. - Português europeu. Frases curtas. Sem jargão académico. - Se algo é positivo para os trabalhadores, diz-se com a mesma clareza — o Prumo não é catastrofista, é honesto.
# Estrutura do prompt (simplificado): [ideology.txt] ← enquadramento editorial (passo 2) Série: IPI Total Indústria (dessaz.) Período: Jan 2025 – Jan 2026 Valores: 108.2, 109.1, 107.8, ..., 112.4 Variação anual: +3.9% Pesquisa notícias recentes sobre este indicador em Portugal (últimos 90 dias). Fontes PT prioritárias. Escreve uma análise de 3–4 parágrafos.
# Output estruturado (exemplo):
headline: "Produção industrial cresce 3.9% — maior ritmo desde 2022"
análise:
"O índice de produção industrial atingiu 112.4 pontos
em Janeiro, acumulando o quarto mês consecutivo de
crescimento. A recuperação concentra-se nos sectores
de bens intermédios (+5.1%) e automóvel (+8.3%)..."
fontes: [
{ título: "Indústria portuguesa acelera...", url: "...", data: "2026-02-14" },
{ título: "BCE mantém juros — impacto...", url: "...", data: "2026-02-08" }
]
Os indicadores compostos na secção Comparativos combinam duas fontes para maximizar a cobertura geográfica (54 países):
Método de fusão: para países EU-27, usa-se exclusivamente a série Eurostat (mais recente e granular). Para países fora da UE, usa-se a série do Banco Mundial. Não há interpolação nem mistura de frequências — cada país tem uma única fonte autoritativa.
Período de referência: o último valor disponível pode diferir entre fontes. Eurostat publica com 1-2 meses de atraso; Banco Mundial com 12-24 meses para indicadores anuais. Os gráficos mostram o período efectivo de cada ponto.
Equivalências de região: EU27 e EU27_2020 são tratados como equivalentes (composição pós-Brexit).