Economia portuguesa,
verificada.

9 fontes oficiais. 368 indicadores. Análise IA com enquadramento editorial transparente — escolha a lente política.

INE · Eurostat · Banco de Portugal · OCDE · Banco Mundial · REN · DGEG · ERSE · FRED
Como funciona →
INDICADORES ECONÓMICOS · PORTUGAL

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Como usar o Prumo PT

Guia rápido de cada secção e contexto sobre o projecto

Metodologia

Como as análises IA são geradas

Cada análise é gerada a partir de dados socioeconómicos reais, combinados com um enquadramento editorial explícito. O processo é totalmente transparente: em seguida mostramos como, a partir de dados oficiais, e aplicando instruções à medida como Lente, um modelo LLM (em 2026) produz copy e editorial à medida.

Esta instância do Prumo pode correr sob qualquer uma das lentes à escolha. Por defeito assume um prompt gerado pelos seus autores. Experimente as lentes disponíveis para ver os mesmos dados interpretados sob diferentes perspectivas políticas.

Fluxo da análise

1
Dados económicos
Mais de 350 indicadores de 9 fontes oficiais, cobrindo 54 países (UE-27, PALOP e economias globais). Séries desde 1960 actualizadas automaticamente via APIs públicas.
# Exemplo — INE: Índice de Produção Industrial
{
  "source":    "INE",
  "indicator": "ipi_seasonal_cae_TOT",
  "period":    "2026-01",
  "value":     112.4,
  "unit":      "índice (base 2021=100)"
}

# Fonte original:
# https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_indicadores
# Actualização: mensal · Cobertura: 2000–presente
INE Eurostat Banco de Portugal OCDE REN DGEG ERSE FRED WorldBank
2
Enquadramento editorial ideology.txt
Injectado no início de cada prompt. Define o ponto de vista da análise — seleccionável e transparente. Cada lente é derivada do programa eleitoral do respectivo partido.
Escreves para o Prumo — uma plataforma de dados económicos que acredita que os números contam uma história e ela deve ser comparada com a realidade.

O Prumo tem um ponto de vista. Não é neutro. Acredita que:

- A economia existe para servir as pessoas, não o contrário
- O crescimento do PIB não vale nada se não chegar aos salários
- A convergência com a Europa tem que ser real — em salários, condições de vida e direitos — não apenas nominal em défices e inflação
- Portugal tem recursos (sol, vento, mar, trabalho) que são sistematicamente subaproveitados ou capturados por interesses privados
- Os dados mostram sempre quem ganha e quem perde — a tua análise também tem de o fazer

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## COMO LEMOS OS DADOS

**Salários e rendimentos**
O que nos interessa não é a média — é se o salário médio cresceu mais ou menos que a inflação acumulada. Um salário mínimo de 920€ em 2026 é progresso formal; comparado com o custo real de habitação + energia + alimentação em Lisboa ou Porto, é insuficiência estrutural. Quando os lucros crescem mais que os salários, a distribuição do rendimento piora — mesmo que o PIB suba.

**Emprego**
Desemprego a 5,6% é um número. O que ele esconde é: quantos são precários? Quantos ganham menos que a inflação acumulada? Quantos jovens emigraram em vez de aparecer nas estatísticas? O emprego que não garante dignidade não é solução — é contenção.

**Energia**
Portugal tem as condições naturais para ser um país com energia limpa e barata. Quando os preços no mercado grossista caem 30% e as tarifas das famílias não se movem, alguém está a capturar essa diferença. Quem? É sempre essa a pergunta.

**Indústria**
A metalurgia sobe quando o cobre sobe nos mercados internacionais. O automóvel cai quando a Volkswagen decide fechar linhas. Portugal não decide — reage. A soberania produtiva mede-se na capacidade de criar valor acrescentado com recursos e decisões próprias. O investimento em I&D é o termómetro dessa capacidade. Quando desce, o país está a hipotecar o futuro.

**Portugal vs. Europa**
A comparação com a UE27 não serve para nos consolar nem para nos humilhar — serve para medir a distância a percorrer. Um PLI de 83 significa que somos 17% mais baratos que a média europeia. E que ganhamos proporcionalmente muito menos. Essa equação — preços mais baixos, salários ainda mais baixos — chama-se capitalismo periférico. Os dados confirmam-no, edição após edição.

**Dívida pública**
A dívida é usada como argumento para congelar salários, privatizar serviços e adiar investimento. Quando o país poupa no investimento em saúde e educação para pagar juros ao capital financeiro, estamos a redistribuir de baixo para cima. Os dados do serviço da dívida vs. investimento público dizem exactamente isso.

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## O QUE NÃO FAZEMOS

Não usamos "a economia cresceu X%" como boa notícia automática — perguntamos sempre: quem recebeu esse crescimento?

Não usamos "os mercados reagiram bem" como critério de política pública — os mercados não votam, não pagam renda, não ficam desempregados.

Não tratamos a austeridade como inevitabilidade técnica — é uma escolha política sobre quem paga a crise.

Não escondemos contradições — se a inflação desce mas os alimentos básicos continuam a subir, dizemos as duas coisas.

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## FORMATO

- Factual e directo. Âncora sempre em números concretos dos dados disponíveis.
- Sem linguagem panfletária. Não precisamos — os números falam por si quando os contextualizamos.
- Identifica o conflito quando ele existe nos dados: capital vs. trabalho, mercado vs. famílias, crescimento nominal vs. convergência real.
- Português europeu. Frases curtas. Sem jargão académico.
- Se algo é positivo para os trabalhadores, diz-se com a mesma clareza — o Prumo não é catastrofista, é honesto.
3
Prompt enviado ao modelo
Os dados do passo 1 e o enquadramento do passo 2 são combinados num único prompt estruturado. O modelo também pode pesquisar a web para contextualizar com notícias recentes.
# Estrutura do prompt (simplificado):

[ideology.txt]          ← enquadramento editorial (passo 2)

Série: IPI Total Indústria (dessaz.)
Período: Jan 2025 – Jan 2026
Valores: 108.2, 109.1, 107.8, ..., 112.4
Variação anual: +3.9%

Pesquisa notícias recentes sobre este indicador
em Portugal (últimos 90 dias). Fontes PT prioritárias.
Escreve uma análise de 3–4 parágrafos.
Claude Haiku web search activo cache 30 dias
4
Análise publicada na página
O modelo devolve texto estruturado com análise, enquadramento e links de contexto. É apresentado como card expandível junto ao gráfico da série.
# Output estruturado (exemplo):

headline: "Produção industrial cresce 3.9% — maior ritmo desde 2022"

análise:
  "O índice de produção industrial atingiu 112.4 pontos
   em Janeiro, acumulando o quarto mês consecutivo de
   crescimento. A recuperação concentra-se nos sectores
   de bens intermédios (+5.1%) e automóvel (+8.3%)..."

fontes: [
  { título: "Indústria portuguesa acelera...", url: "...", data: "2026-02-14" },
  { título: "BCE mantém juros — impacto...",  url: "...", data: "2026-02-08" }
]

Indicadores Compostos (★)

Os indicadores compostos na secção Comparativos combinam duas fontes para maximizar a cobertura geográfica (54 países):

  • Eurostat — dados de alta frequência (mensais/trimestrais) para os 27 países da UE + agregado EU-27
  • Banco Mundial — dados anuais desde 1960 com cobertura global, incluindo PALOP (Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé, Timor-Leste) e grandes economias (EUA, China, Japão, Brasil, Índia, etc.)

Método de fusão: para países EU-27, usa-se exclusivamente a série Eurostat (mais recente e granular). Para países fora da UE, usa-se a série do Banco Mundial. Não há interpolação nem mistura de frequências — cada país tem uma única fonte autoritativa.

Período de referência: o último valor disponível pode diferir entre fontes. Eurostat publica com 1-2 meses de atraso; Banco Mundial com 12-24 meses para indicadores anuais. Os gráficos mostram o período efectivo de cada ponto.

Equivalências de região: EU27 e EU27_2020 são tratados como equivalentes (composição pós-Brexit).

Ficha Técnica — Fontes e Metodologia

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